Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Dezembro 18 2010

 

 (Acróstico)
  
Vivem-se tempos difíceis
Operam-se transformações...
Tira-se ao pobre o que tem
O pouco que o pobre tem

Sacrificando-lhe os sonhos!

 

Deixem que chovam sorrisos
E cresçam cravos de esperança!
 
Façam calar os trovões
Enquanto o sol não desperta!
Lancem balões com poemas
Icem bandeiras com flores e
Zarpem rumo ao amor.
 
Não matem versos nem trovas
Antes que bocas os cantem!
Tragam nos olhos verdades
Antes que a noite as apague com
Làgrimas de falsidade.
 
Pensem na vida e na luz
Antes que a vossa se vá;
Rezem a Deus se souberem
Amem o mais que puderem!
 
Tenham nos pés a certeza
Onde e o que querem pisar...
Dedos que apontem mas saibam
O ponto certo a apontar
Sem recear os algozes que, à força, os possam cortar.
 
Vivam a vida! Deixem-se seduzir pelo espírito natalício e
Ousem sonhar antes que os sonhos vos roubem porque, como disse o poeta, o
Sonho comanda a vida, a vida é palco de luzes e Natal sempre que a gente quiser!
 
Albertino Galvão (Natal 2010)

publicado por appoetas às 03:35

Setembro 22 2010

 

Tocam guitarras em mim

Comigo choram a meias

Choram comigo e assim

O fado sai-me das veias

 

Olhando a lua no céu

Na mão um copo de vinho

Tocam guitarras e eu

Choro meu fado baixinho

 

Fado livre, fado nobre

Fado na rua parido

Fado triste, fado pobre

Fado já velho e vivido

 

Meus dedos versos dedilham

Como carícias de amor

Palavras vivas que brilham

Num coração sofredor

 

E quando as nuvens que passam

Largarem chuva gelada

Toquem guitarras e façam

Ser minha voz escutada

 

Toquem guitarras e espantem

Estes  medos que me assolam

Toquem guitarras e encantem

Os olhos tristes que choram

 

Rasguem a noite guitarras

Façam vibrar o meu fado

Até que a lua se acoite

Até que caia p’ró lado

 

E quando os medos passarem

E quando a esp’rança se abrir

Toquem guitarras não parem

Toquem e façam-se ouvir

 

Toquem guitarras que eu quero

Vosso tanger mais ousado

Toquem guitarras que eu espero

Seja o meu fado escutado

 

Toquem, toquem, não calem

As vozes das vossas cordas

Trinem, chorem, não parem

 

Toquem guitarras que eu espero

Toquem guitarras que eu quero

Seja o meu fado escutado

 

Abgalvão

 

publicado por palavrasaladas às 15:07
editado por appoetas em 28/05/2011 às 17:07

Maio 30 2010

Ary dos Santos é o meu poeta de eleição, a fonte onde mato muita da minha sede poética! Não podia, pois, deixar escapar esta oportunidade proposta pela APP de homenagear este grande poeta. O meu problema era como fazê-lo! Limitar-me a declamar um ou outro poema seu não me pareceu a melhor ideia por não ser grande declamador. Escrever sobre a pessoa e sobre o poeta, de certo que pouco acrescentaria a tudo quanto de positivo já foi escrito por outros com mais aptidões do que eu para o fazer.
Pensei, então, que a melhor maneira de lhe prestar a minha homenagem seria recorrer às suas próprias palavras; aos versos utilizados em muitos dos seus poemas como nocturno, estigma, soneto, morte e transfiguração, Kirie, o coco entre outros, ecom eles ousar compor este poema:

 

Era uma vez um poeta

 

Era uma vez um poeta
filho dum deus selvagem e secreto

que caminhou por cidades, por nuvens e deserto
como se fosse noite e nos atirasse
cordas de músculos  e rosas.
Um poeta que foi
arabesco triunfal dum arcanjo que passou
rasto vitorioso dum condenado que dançou
rindo dos deuses que o julgaram.

 

Era uma vez um poeta que dizia:
Antes sofrer a raiva e o sarcasmo
antes o olhar que peca, a mão que rouba
o gesto que estrangula a voz que grita.
Antes viver do que morrer no pasmo
do nada que nos surge e nos devora
mas poeta castrado não!

 

Era uma vez um poeta
que percorreu países esquecendo palavras
que atravessou rios desprezando leis
e pairou nas alturas de costas voltadas
aos séculos de pasmo que para trás deixou
e hoje dorme sepultado
de olhos abertos e dedos gelados
que puxam pela noite
e descobrem alas de anjos mutilados.

 

Era uma vez um poeta
que levantou, ao vento, essa voz que eu não tenho.
Que impôs a Deus a obrigação de o escutar no vento
e entender o que dizia e sonhava.
Que atravessou descalço a planície vermelha
em nome dos que choram
dos que sofrem
dos que acendem na noite o facho da revolta
e que de noite morrem
numa cama de chuva com lençois de vento
com a esperança nos olhos e arames em volta

Era uma vez um poeta que dizia:
há que dizer-se das coisas
o somenos que elas são.
Se for um copo é um copo
se for um cão é um cão
porque todo o talentoso que não for tendencioso
todo o génio que não for neo-agro-pecuário
é um coco no caco dum vadio tinhoso
que não sabe ser poeta estetossolidário.
A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há ruas de sons que a palavra não cobra
à procura da sombra duma luz que não há.

 

Era uma vez um poeta esclarecido que dizia:
Aqui ao pé do vento forjamos o lamento
dum país que se vende a peso nos prospectos...
tanto de sol ardente, tanto de cal fervente
e nódoas de céu nos xailes pretos.

 

Era uma vez um poeta original
que amava a carne das palavras
sua humana e pastosa consistência
seu prepúcio sonoro sua erecta presença
e com elas violentava o cerne do silêncio.


Um poeta que se originou a si mesmo
porque original é o poeta
que numa sílaba é seta
noutra pasmo ou cataclismo.
O que se atira ao poema
como se fosse ao abismo
e faz um filho às palavras
na cama do romantismo.

Era uma vez um poeta, um poeta maior
que em nome de muitos braços
em nome de muitas mãos.
que em nome da liberdade
vinda nos ventos de Abril
que em nome de tantos génios
com a voz amordaçada
e em nome dessa vontade
de ser-mos todos iguais
Gritou...
Aqui não passam mais!


Pela certeza que dá
o ferro que malha a dor.
Pelo aço da palavra
fúria, fogo, força, flor...
por ser-mos nós a cantar
e a lutar em português
passaremos a palavra
passaremos adiante
e em nome da nossa frente
e dos nossos ideais
diante de toda a gente
contigo gritaremos:
Aqui não passam mais!

 

Abgalvão

 

 

publicado por palavrasaladas às 23:19
editado por appoetas em 28/05/2011 às 17:06

Janeiro 10 2010
 
Dois mil e nove já era
E aí está dois mil e dez!
Façam “manguitos”…pudera!
Não entre, ele, de viés
 
Do findo… boas lembranças
Não restarão p’ra contar
Rebentaram as finanças
E nós ficamos sem ar
 
Corruptos gerindo a banca
Fazem a crise estourar
E o pobre, o peso da tranca
Vai mais uns anos gramar
 
Mas já que o velho ao finar
Pariu um novo rebento
Vamos todos esperar
Que o jovem seja portento
 
E eu que sou bom cidadão
E até me julgo altruísta
Aqui abro o coração
A quantos pus nesta lista
 
Para a todos desejar,
Na melhor das intenções,
Um ano espectacular
Mesmo sem euro milhões
 
Meu caro sô presidente
Tenha, neste ano, de tudo…
Discurso mais convincente
E aspecto menos sisudo
 
Feliz ano sô ministro
Mas tenha tento na prosa…
Não queira ao quadro sinistro
Tingi-lo de cor de rosa
 
Boa sorte deputado
Nesse bom cargo que ocupa
Mas não olvide o passado
Onde tem dose de culpa
 
E p’ra si senhor juiz
Em quem a gente se fia…
Que o ano implante a raiz
Da lei que o povo aprecia
 
Tenha um bom ano também
Ò senhor capitalista…
Mas não se esqueça de quem
Foi, por vintém, alquimista
 
Porque fortunas não crescem
Se num bom cofre fechadas
Só com o trabalho florescem
Em chãos de mãos calejadas
 
Que seja um ano em que impere
Em todos nós o bom senso
E que do céu não se espere
Caia mirra, ouro, incenso
 
Que seja um ano melhor
P’ra ti, p’ra eles, p’ra mim,
Porque se for p’ra pior
Ò meu Deus…já basta assim!
 
Abgalvão
publicado por palavrasaladas às 13:08
editado por mariaivonevairinho em 12/01/2010 às 17:48

Dezembro 19 2009

 

 

FELIZ NATAL PARA TODOS VOCÊS
Acróstico   
 
Façam amor por amor
Entreguem-se ao que gostam com paixão
Lutem pelos vossos direitos
Invistam na vossa felicidade
Zelem pela harmonia nas famílias
 
Não odeiem nem discriminem
Abominem o racismo
Trabalhem com gosto e dedicação
Amem incondicionalmente
Libertem-se de preconceitos sem nexo
 
Partilhem com quem necessita
Afastem-se de vícios que vos prejudiquem
Realizem ou tentem realizar os vossos sonhos
Amparem os mais fracos
 
Tenham fé e acreditem no futuro
Organizem as vossas ideias
Dominem os vossos medos
Ouçam os mais sábios
Sejam prudentes e
 
Verão que a vida vos dará
O que procuram e precisam, ou seja,
Confiança
Êxito
Saúde, paz, amor e …porque não… riqueza!
 
Albertino Galvão
 
VOTOS DE FELIZ NATAL PARA TODOS!

 

 

publicado por palavrasaladas às 12:02
editado por mariaivonevairinho em 20/12/2009 às 02:42

Novembro 16 2009

 

Não podendo estar presente no VáVá quero aqui deixar o meu modesto contributo.
Tentei seguir, (no que diz respeito à métrica e rima), a mesma linha utilizada pelo mestre Guerra Junqueiro no seu poema a lágrima. Desculpem-me a pretensão!
 
 
Lágrima de dor
 
Noite, frio, soluços! Uma porta batida
por outro alguém que sai como quem sai de fugida.
Uma lágrima cai entre dois lençóis bordados.
Lágrima de dor nascida duns olhos cansados.
Sobre uma cama deserta d’amor e paixão
um corpo se estende como em funéreo caixão.
O relógio da sala bate as horas, raivoso,
e o tempo sobe às paredes, danado e teimoso.
Relampeja, troveja, está chovendo lá fora…
o choro prossegue e a solidão não demora.
Mais uma que cai, mais uma lágrima sentida…
e muitas outras se seguem de forma incontida.
Sem glória, brilho e cor, se anuncia o dia
Quando a ultima lágrima, enfim, se evadia
e molhava os lábios secos que a mágoa gretara.
A rosa rubra perdera seu viço… murchara!
Uma moldura jazia, vazia, no chão.
Cacos de vidro espalhados… um corte na mão…
uma brasa que, nas cinzas, sufoca e morre.
Outra lágrima, viva, teimosamente escorre
regando-lhe o alvo colo sedento de amor.
Acordam os sinos… toca o despertador.
Alguém apregoa, na rua, jogo e jornais…
dando voz às notícias sobre factos banais.
Outra voz que se escuta… uma voz de criança!
Gargalhadas lá fora e lá dentro a esperança.
As batidas na porta fazem-lhe eco no peito,
o corpo reage e se levanta do leito.
Os olhos se alegram e o sorriso no rosto
elimina, do mesmo, os sinais de desgosto.
A surpresa é amarga e acentua a tristeza
afogando-lhe a alma no mar da incerteza.
- Porque choras, mulher, indaga alguém ao entrar.
Tu és bela e completa, não precisas chorar!
Um lenço de cambraia nos seus olhos poisou…
uma lágrima, no lenço, marcada ficou.
Uma reza, um afago, e a fé renasceu
pelas mãos de Jesus que, por bondade, a benzeu.
 
Abgalvão
publicado por palavrasaladas às 17:10
editado por mariaivonevairinho em 17/11/2009 às 19:58

Outubro 29 2009

 

A minha vida profissional obriga-me a constantes deslocações por algumas zonas do País, e tenho reparado que a prostituição na beira de estradas tem aumentado assustadoramente.
São cada vez mais jovens a recorrer a este tipo de vida, resultado, ao que penso, do desemprego, falta de meios de subsistência e descontrole na emigração.
Este meu trabalho não pretende, de forma alguma, acusar, humilhar ou rebaixar estas mulheres, antes pelo contrário, considero-as, também, vítimas da situação a que o País chegou.
 
 
 
Estradas de má vida
 
Por estradas onde passo, bem ligeiro,
Entre moitas e pinhais que se destacam;
Vê-se jovens se matando por dinheiro
E frustrados cidadãos que vícios matam
 
Seminua se passeia a humilhação
Pela fímbria do extenso matagal…
E o sexo sem prazer nem emoção
Se disfarça numa cena teatral
 
Vê-se as marcas da desgraça bem vincadas
Nos despojos desses corpos que se “impigem”…
Nos seus olhos o sombrio das porradas
Que os “ossos do ofício” lhes infligem
 
A miséria e a doença marcam pontos
Nesse jogo onde a vida é a roleta;
E o tempo, que é juiz, faz os descontos
Tira tempo, ao tempo resto, d’ampulheta     
 
E reparo serem jovens raparigas
As que hoje se mais vêem nessa lida…
Flores sem viço que se escondem entre ortigas
Definhando pelas bermas da má vida
 
Não sou falso moralista nem rebaixo
A mulher que, por preciso, o corpo venda…
Mas condeno o chulo reles, vil e baixo
Que da pobre prostituta tira renda
 
As imagens que vos deixo, assim compostas
Sem controlo, como praga proliferam…
E na falta de projectos, as respostas
São as mesmas que outros, antes, já nos deram
 
São prostitutas, eu sei, muitos dirão
Que se lá estão é por vício ou por prazer;
Creio, porém, não seja essa a mor razão
Outra será, bem mais grave…é meu parecer!
 
Me constrange ver ao quanto a fome obriga
O que faz o desemprego ao ser humano…
E também, aqui confesso, o que me intriga
É um campo social tão desumano
 
Dos governos… as incúrias sucessivas
Legislando sem critérios nem matriz…
Deram azo a constantes e expressivas
Discrepâncias sociais neste país
 
Abgalvão
 
publicado por palavrasaladas às 12:12
editado por mariaivonevairinho às 12:34

Outubro 16 2009

 

    Não respondi, na altura certa,  ao ”desafio” lançado pela APP na homenagem ao poeta Luís de Camões cujo mote era - “Amor é fogo que arde sem se ver” - mas hoje deixo aqui o meu modesto contributo.
     
     
     
    Amor é fogo que arde sem se ver
    É coberta espessa e quente em noite fria
    É mão invisível dum braço qualquer
    Que acarinha e a dor nos alivia
     
    É a luz que nos conduz pelos caminhos
    Pedregosos e estreitos desta vida…
    O motor que quando tristes e sozinhos
    Nos incute a força certa na subida
     
    Amor é chão, cais seguro, porta aberta,           
    É corrente e elo, é traço d’união,
    É a palavra certa na hora incerta…
     
    É sorriso, é abraço e explosão…
    Mas também esp’rança e fé que nos acerta
    E regula o bater do coração.
     
    Abgalvão
     
publicado por palavrasaladas às 14:26
editado por mariaivonevairinho em 18/10/2009 às 13:03

Julho 14 2009

 

 
Burilei palavras
que por brutas e cortantes
feriam
Lapidei-as na mente
como fossem diamantes
limei os contornos
onde impurezas negativistas
se viam
e arrumei-as, com carinho,
na folha de papel
à minha frente.
Com lápis de cor
e em cada canto da folha
pintei uma flor.
Depois…
o silêncio que inventei
fecundou o tema.
Burilei o tema,
lapidei o tema,
e aos poucos
fui descobrindo
que da ponta do meu lápis,
entre a beleza das cores,
bem no branco que da folha
me restava, nascia,
por amor,
simples, modesto
e sem dor
este pequeno poema.
 
Abgalvão (In alma vadia)
publicado por palavrasaladas às 21:54
editado por mariaivonevairinho em 21/09/2009 às 13:54

Julho 14 2009

 

 
A saudade virá quando a noite cair
a chuva tocar a canção mais ouvida
e os acordes do vento fizerem sentir
a falta de ti em meus braços, querida!
 
Beberei minhas mágoas nos braços do frio
sentirei nos abraços o amasso da dor
e a solidão zurzir chibatadas de cio
no meu corpo nu e carente de amor
 
Estendido na cama vazia de ti
mas vestida do cheiro que teima manter
olharei teu retrato que ainda sorri
e lágrimas eu sei que jamais vou conter
 
Sem o verde da esp’rança e o viço perdido
como folha caída secando no chão,
cairei por aí derrubado e vencido
pelas feridas abertas no meu coração.
 
Abgalvão (In alma vadia)
publicado por palavrasaladas às 21:50
editado por mariaivonevairinho em 29/08/2009 às 18:59

Este blogue está aberto aos co-autores e Poetas Amigos de Maria Ivone Vairinho
Setembro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


links
pesquisar
 
Tags

11 poemas inéditos de carlos cardoso luí(1)

25 anos app(11)

ada tavares(18)

adriano augusto da costa filho(39)

albertino galvão(11)

albina dias(18)

alfredo martins guedes(2)

ana luísa jesus(4)

ana patacho(3)

anete ferreira(3)

antónio boavida pinheiro(22)

app(5)

armindo fernandes cardoso(3)

bento tiago laneiro(5)

carlos cardoso luís(13)

carlos moreira da silva(2)

carmo vasconcelos(22)

catarina malanho semedo(2)

cecília rodrigues(48)

cláudia borges(8)

dia da mãe(8)

dia da mulher(9)

dia do pai(6)

donzília martins(8)

edite gil(68)

elisa claro vicêncio(4)

euclides cavaco(100)

feliciana maria reis(4)

fernando ramos(20)

fernando reis costa(3)

filipe papança(11)

frances de azevedo(2)

gabriel gonçalves(14)

glória marreiros(20)

graça patrão(6)

helena paz(15)

isabel gouveia(3)

jenny lopes(11)

joão baptista coelho(1)

joão coelho dos santos(7)

joao francisco da silva(4)

joaquim carvalho(3)

joaquim evónio(9)

joaquim sustelo(70)

judite da conceição higino(4)

landa machado(1)

liliana josué(45)

lina céu(5)

luis da mota filipe(7)

manuel carreira rocha(4)

margarida silva(2)

maria amélia carvalho e almeida(6)

maria clotilde moreira(3)

maria emília azevedo(5)

maria emília venda(6)

maria fatima mendonça(2)

maria francília pinheiro(3)

maria ivone vairinho(14)

maria jacinta pereira(3)

maria joão brito de sousa(69)

maria josé fraqueza(5)

maria lourdes rosa alves(4)

maria luisa afonso(4)

maria vitória afonso(8)

mário matta e silva(20)

mavilde lobo costa(22)

milu alves(6)

natal(16)

odete nazário(1)

paulo brito e abreu(6)

pinhal dias(9)

rui pais(8)

santos zoio(2)

sao tome(10)

susana custódio(15)

tito olívio(17)

vanda paz(23)

virginia branco(13)

todas as tags

blogs SAPO